Expectativa de aprendizagem: Analisar, interpretar e resolver situações-problema a partir de narrativas, envolvendo diferentes operações
Atividade | O Homem Que Calculava
1) Apresente aos alunos a obra O Homem Que Calculava. Não comente ainda as façanhas do autor. Chame a atenção com relação à Dedicatória. Ao final do livro encontramos um conjunto interessante de apêndices, entre eles um belo comentário sobre seu significado religioso. Vale lembrar que, atualmente, o que é veiculado sobre a cultura árabe está muito associado a ações terroristas, discriminatórias e autoritárias. Para tratar esse tema com maior justiça, talvez um trabalho combinado com os professores das áreas de Português, História, Geografia e Religião seja bastante relevante.
2) Na página seguinte encontramos a “Nota do Tradutor”. Ela permite uma visão geral da construção da obra e, ademais, permitirá desfazer toda a fantasia que cerca o autor da mesma.
3) Achamos digno de nota o Capítulo 11 (pág.76), em que o “poeta” Beremiz inicia seu curso de Matemática à jovem Telassim, filha do xeque, com uma linda prece, que poderá ser lida pelo professor em sala após a apresentação do personagem central da obra, o que se dá nos dois primeiros capítulos.
4) Na sequência do trabalho pode se dar com a leitura diária de cada capítulo. Cada um deles é proposto em um contexto e um problema por vezes resolvido com bastante astúcia por Beremiz. Uma possibilidade de exploração do livro é um trabalho em duplas. Um aluno lê um capítulo e prepara o problema para o seu colega resolver. Na discussão, o aluno proponente vai dando algumas dicas, mesmo aquelas presentes na solução apresentada no livro, para que o colega chegue na solução. O importante nesse momento são as estratégias criadas pelos alunos na solução do problema, que podem, também, ser socializadas na sala.
5) Em alguns capítulos, como o problema do joalheiro (Capítulo 5), encontramos um par de soluções: do joalheiro e do calculista. O professor pode discutir e analisar com os alunos os argumentos presentes em cada solução, compará-los e decidir qual responde corretamente à pergunta. O professor observará que, em alguns capítulos, ele mesmo poderá oferecer o problema como desafio para os grupos. Destacamos os capítulos 17, 19, 23 e 32.
6) Chamamos a atenção para o Capítulo 15, em que Beremiz conta ao rei a história do jogo de xadrez. Contada de maneira cuidadosa, a lenda é uma oportunidade de trazer para sala de aula elementos sensíveis de cunho pessoal e social, entremeados por um belo problema matemático de pagamento de uma recompensa que descortina uma batalha ainda maior entre a arrogância e a ambição contra a simplicidade e a causa justa.





