quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O homem que calculava




 Homem que Calculava: aventuras de um singular calculista persa é um romance infanto-juvenil do fictício escritor Malba Tahan(heterônimo do professor brasileiro Julio César de Mello e Souza), que narra as aventuras e proezas matemáticas do calculista persaBeremiz Samir[1] na Bagdá do século XIII. Foi publicado pela primeira vez em 1938[2] e já chegou a sua 80ª edição.
A narrativa, dentro da paisagem do mundo islâmico medieval, trata das peripécias matemáticas do protagonista, que resolve e explica, de modo extraordinário, diversos problemas, quebra-cabeças e curiosidades da matemática. Inclui, ainda, lendas e histórias pitorescas, como, por exemplo, a lenda da origem do jogo de xadrez e a história da filósofa e matemática Hipátia de Alexandria. Sem ser um livro didático, tem, contudo, uma forte tonalidade moralista. Por isso, o livro é indicado como um livro paradidático em vários países, tendo sido citado na Revista Book Report e em várias publicações do gênero


O uso de pseudônimo por Julio Cesar foi uma decisão imposta em sua trajetória como escritor e contista. Certa vez, como colaborador de um jornal, viu alguns de seus contos serem engavetados sem cerimônia. Imaginativo na resolução de problemas, Julio entregou seus mesmos contos à redação, dizendo que se tratava da tradução de um importante contista americano, de nome R. S. Slade. Com isso, seus contos figuraram em sucessivas edições, e nas primeiras páginas. A ideia pareceu-lhe razoável e resolveu adotá-la. Esse era um mundo possível, sem internet!
Tendo estudado por anos a língua e a cultura árabes, Julio estreia como Malba Tahan publicando no Jornal A Noite, de Irineu Marinho, seus Contos de Mil e Uma Noites. Não bastasse inventar as histórias e o autor árabes, ele ainda criou o professor Breno Alencar Bianco, responsável pelas notas e tradução.
Este ano, a Editora Record comemorou os 120 anos do nascimento de Julio Cesar publicando uma edição especial da sua mais famosa obra: O Homem Que Calculava. Se comemorar significa “compartilhar memórias”, nada mais oportuno do que lermos ou relermos essa magnífica obra de ficção que nos remete às aventuras matemáticas de Beremiz Samir, um personagem criado por um educador brasileiro que se propôs, entre outras coisas, narrar para encantar a aprendizagem da Matemática.

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